proposta : assistir a maior quantidade possivel de filmes asiaticos – especificamente coreanos – durante as ferias

우리 생애 최고의 순간/ Forever the Moment (2008)

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우리 생애 최고의 순간/ Forever the Moment (2008)

PLOT 

Um filme sobre o time de handebol feminino das Olimpiadas de Atenas de 2004. Como esse time de mulheres, algumas jovens, outras, “adjumas” (senhoras, ja com experiencia e idade), conseguiu a medalha de prata para a Coreia do Sul, um pais com baixa auto estima quando se fala em esporte (que nao seja arco-e-flecha, golfe - esportes que demandam mais da concentracao do que do corpo) por causa do tamanho do pais e do historico em grandes competicoes esportivas internacionais.

Assim como muitos outros times do mundo, esse grupo feminino, sem incetivo, capital, pessoas especializadas, e sofrendo o preconceito asiatico de ser um time feminino, em que algumas mulheres ja tem filhos (uma mae lutar para ser uma atleta e mal visto e ridicularizado pela sociedade, como sendo uma irresponsabilidade de uma mulher que tem que exercer seu papel de “mae”), outras sao divorciadas ou deixadas pelos esposos por causa do preconceito que se tem com mulheres que ja nao sao mais “garotas” no esporte profissional.

E um filme que narra a historia real das atletas de Atenas, mostra a realidade do time feminino, e mexe com o orgulho de uma nacao. Pequena, mas patriota. Como o espirito de uniao pode levar uma nacao ao podio. Que dialoga com a audiencia, dialoga. Alguem duvida?

 NOTES
우리 생애 최고의 순간, ou Forever the Moment (2008) foi/e um filme muito falado, assistido e bem recebido nacionalmente, que os coreanos tem orgulho de mostrar e assistir. Eu nao sabia da historia do time de handebal, nao sabia que as Olimpiadas tinham sido em 2004, nao sabia que foram em Atenas, e nao sabia que o time feminino da Coreia do Sul tinha ganho a medalha de prata. Reflete o meu amor pelo esporte. No entanto, pelo que percebi, eu era a unica da nacao, talvez dos tigres asiaticos, talvez do mundo, que nao sabia da facanha da Coreia do Sul no mundo dos esportes. Isso quer dizer que todo mundo sabe o fim do filme, mas, mesmo assim, segundo a minha amiga que faz mixagem do som de filmes e que foi ao cinema comigo, as ultimas cenas dao nervoso. E, eu senti a tensao na  sala. E a mesma coisa que reassistir a final da copa Brasil X Franca de 98. Todo mundo sabe o resultado, mas as emocoes do jogo continuam. Voce assiste 10 vezes e vai sentir a mesmo coisa. Raiva, decepcao, indignacao. O que os coreanos sentiram na final de 2004, no entanto, foi tristeza, mas misturada com uma vitoria ate entao inatingida. O tecnico da selecao, ao final do jogo, ao vivo, no canal aberto anunciou: “Fizemos o melhor que pudemos. Nao da pra repetir essa facanha.” E os coreanos sabem disso. 

Escrito por pmush10

Fevereiro 12, 2008 em 7:23 am

Publicado em 2008, drama, korean film

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슈퍼맨/A Man Who Was Superman (2008)

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슈퍼맨/A Man Who Was Superman (2008)

PLOT

 Song Soo Jeong (송수정) e uma produtora/reporter de tv cetica que produz “documentarios humanos”. Apesar da profissao parecer interessante, na verdade, o verdadeiro trabalho dela e procurar pessoas estranhas, as vezes, loucas, soltas pela cidade e segui-las por dias ate achar algo que lhes deixe interessante na tv. Enquanto isso nao acontece, ela simplesmente inventa algum acontecimento, para poder levar o seu trabalho ao ar. Ela tem um namorado, que, apos um mochilao no Nepal, resolveu ficar por la e ajudar os moradores pobres da regiao.

Desmotivada com o trabalho, com os colegas de profissao incapacitados e irritada com o namorado, que ela acredita estar perdendo tempo no Nepal - pois uma pessoa nao pode resolver os problemas do mundo -, Soo Jeong resolve tirar ferias na Africa. No entanto, ao sair da empresa em que trabalha, tem a sua bolsa roubada. Corre atras do ladrao pelas ruas de Seoul pedindo socorro, mas o unico que a ajuda, e pega o ladrao, e um homem que afirma ser o Superhomem. Intrigada, Soo Jeong adia a viagem e decide fazer um documentario sobre o homem.

No tempo que passam juntos, Soo Jeong percebe que, de vez em quando, esse “Superman” tem crises de enxaqueca. Ela o leva ao hospital, e os medicos nao conseguem descobrir o que e que o “Superman” tem preso no cranio. Soo Jeong, impressionada com a vontade de ajudar os outros e a preocupacao com o aquecimento global desse homem desconhecido, esta quase acreditando que o que ele realmente tem preso no cranio e um pedaco da pedra kriptonita, quando recebe a noticia do hospital que e uma bala perdida que o atingiu na infancia. Assim, Soo Jeong, aos poucos, vai descobrindo a triste historia desse “Superhomem”, que criou um mundo fantastico para si para nao precisar lembrar do passado. Um passado que poderia ter sido diferente se, quando esse homem pediu ajuda a outras pessoas, elas o tivessem ajudado.

Na duvida se deve ou nao “acorda-lo” para a realidade, Soo Jeong acaba internando seu agora “amigo” em um manicomio. Para evitar que ele se suicide, ele deve constantemente ser drogado com antidepressivos. Soo Jeong, vendo a nova situacao dele, se compadece. Ele lhe parece uma pessoa sem vida. Essa situacao se prolonga ate os dois se depararem, no meio da rua, com um incendio e um acidente de carro. Antes, o Superman iria ajudar as pessoas, mas agora ele parece indiferente. Todas as pessoas ao redor do acidente e do incendio, apesar dos gritos das vitimas pedindo socorro, nao se movem, apenas observam a cena de longe. Nesse momento, o “Superhomem”, contrariando o ceticismo de Soo Jeong, com um unico ato, sozinho, vai fazer as pessoas comecarem a perceber que uma pequena ajuda de uma pessoa normal pode fazer a diferenca e salvar vidas.

 NOTES

Vou deixar outra pessoa comentar o filme por mim. Assisti ao filme na unica sala de Seoul com legendas em ingles (e uma novidade que a distribuidora do filme, CJ Entertainment, comecou com esse filme, para oferecer a comunidade estrangeira uma forma de entretenimento ainda so aproveitada pelos coreanos) com um amigo americano de New Jersey. Mesmo com as legendas em ingles, ele era o unico estrangeiro da sala, o que nao me espantou. O que me surpreendeu e que ele gostou e achou o filme inteligente. Eu achei que ele nao fosse curtir assistir a um filme coreano, por causa do excesso de drama das historias, mas o que ouvi quando estava saindo da sala de cinema foi “I almost cried in the end.” Ah, e, claro, ele achou a protagonista, 전지현 (Jyun Ji Hyun, ou Gianna Jun), a mesma de My Sassy Girl, “very attractive”. Pelo visto, isso e global.

Escrito por pmush10

Fevereiro 12, 2008 em 7:16 am

Publicado em 2008, drama, korean film

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친구/Friend (2001)

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친구

PLOT / NOTES

O filme narra o drama de 4 amigos que cresceram juntos nos anos 70 em uma Coreia do Sul pobre na cidade de Pusan. Dois deles se tornam gangsters, um deles e um estudante promissor, o outro eu nao lembro. Eles vem de historicos familiares muito diferentes, e a historia narra como esses historicos de vida e familiares determinam a vida e possibilidades de cada um, no contexto coreano. Nos anos 70, pos guerra, todos eram pobres. A partir dos anos 90, as diferencas sociais sao berrantes.

E uma historia tipicamente coreana, over dramatic. A interpretacao dos atores e o casting, em especial do ator no canto esquerdo da foto acima, sao excepcionais. A fotografia e a direcao de arte, o retrato da Coreia dos anos 70, tambem nao passam batidas.

E um filme muito coreano e bonito, mas melodramatico demais e com alguns elementos dificeis para o entendimento do expectador nao coreano. Claro, e um filme, ficcao, mas uma ficcao que e representativa de realidade e sentimentos de muitos coreanos.

Amigos que sao fieis e leais, e, principalmente, amigos ate o fim.  Uma amizade tao forte a ponto de se dar a vida por ela, para a manutencao dos valores dela. Dificil… E o ideal, um pouco inocente demais, talvez, na mentalidade de muitos coreanos.

Escrito por pmush10

Fevereiro 12, 2008 em 6:59 am

Publicado em 2001, drama, korean film

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めがね MEGANE : Japanese film

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MEGANE(Glasses)

PLOT:
Taeko (Satomi Kobayashi) e uma professora. O que ela quer?  Sossego. Num lugar calmo e sem ninguem que ela conheca por perto. Assim, vai para o litoral passar as ferias(?) num hotel que chama Hotel Indiferenca. La, encontra uma familia(?): um homem de cerca de 40 anos, uma senhora e uma jovem estudante que trabalham no hotel. A senhora e uma especie de “paje” da aldeia, e todas as manhas da aulas de “aerobica zen” na praia para os habitantes da “vila” (que incrivelmente so aparecem de manha para as aulas; durante o dia e a noite a praia volta a ficar deserta) e faz um gelinho de graca com doce de feijao que parece muito gostoso numa barraca  a beira mar.

Taeko, no inicio, acostumada com a cidade grande, estranha o hotel e as pessoas que conhece. Irritada sem saber com o que, tenta mudar de hotel e chega a partir, mas, quando chega no novo hotel, percebe que e pior que o anterior, e, resolvendo voltar a pe, no meio da estrada, e encontrada pela velhinha, que a leva de volta ao Hotel Indiferenca.

 Taeko, com o passar do tempo, se acostuma e  entra no ritmo do litoral e seus habitantes, e comeca a curtir a simplicidade da vida dos habitantes da regiao.

No caminho de volta ao aeroporto, enquanto conversa com a estudante que a leva, seus oculos sao levados pelo vento.

NOTES

Bizarro. Devagar. Protagonista feia.

Sei em partes e nao sei o significado que o filme tem no contexto japones.

Dormi no comeco. Nao e um filme que me entreteve, mas ainda lembro bem da historia e do rosto da protagonista.

Meu, ela e uma tabua, nao e feia, mas com a camisa abotoada ate o final, usando roupa formal na praia e um oculos que nao ajuda, eu fiquei olhando ela e pensando: como e que ela consegue a facanha de se fazer tao sem sal? Assexuada?

Assisti o filme com uma amiga coreana alema de Dusseldorf e outra coreana brasileira, de Sao Paulo. A coreana brasileira, durante o filme, pensou nas mesmas coisas que eu: “que praia animal, se fosse eu, eu tirava a roupa, colocava o biquini e deitava na areia”, “eles nao sabem aproveitar a praia”, “meu, que raiva! coloca uma roupa confortavel!”, “nossa, o gelinho parece bom”, e, finalmente, “quero ir pra praia”. A coreana alema tambem ficou com vontade de ir para a praia e tomar o gelinho, mas achou o filme lindo.

Pois eh, ne?

Os brasileiros tem muito o que aprender com os japoneses. E os japoneses tem muito o que aprender com os brasileiros. Cada nacao esta atrasada em tipos de inteligencia diferentes. Na minha opiniao.

Escrito por pmush10

Fevereiro 12, 2008 em 6:31 am

Publicado em 2007, Japanese film

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Taegukgi: Brotherhood of War

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Taegukgi

PLOT

Em 1950, apenas cinco anos apos a independencia da Coreia e dois anos apos a divisao do pais, a familia Lee esta otimista. Lee Jin-Seok e estudante e engraxate, como seu irmao mais velho (que ele chama de “ryon”), Lee Jin-Tae. Lee Jin-Tae esta de casamento marcado com Kim Young-Chin, uma jovem com muitos irmaos pequenos que ajuda a futura sogra em uma loja de noodles. A familia, apesar de pobre, vive feliz no centro de Seoul, Jongno.

No dia 25 de Junho de 1950, as forcas comunistas da Coreia do Norte invadem a Coreia do Sul, e a familia Lee e forcada a rumar Sul para uma cidade interiorana, onde eles tem um parente. Na jornada, Jin-Seok e obrigado a se unir ao exercito. Preocupado com a fragilidade da saude de seu irmao mais novo, Jin-Tae tambem se alista, prometendo a mae proteger o irmao e traze-lo de volta com saude no fim na guerra para que ele possa retornar aos estudos e se tornar alguem importante.

Assim, os dois irmaos, como soldados, vivem a brutalidade e a confusao da guerra civil, sem saber exatamente pelo que lutam. Mesmo apolitico, Jin-Tae, sem esquecer da promessa que fez a mae, se alista em projetos suicidas para conseguir uma medalha e subir de posicao, podendo assim pedir permissao para enviar o irmao para junto da mae. Enrijecido e brutalizado pela guerra e com esse unico objetivo, Jin-Tae se torna um estranho aos olhos de Jin-Seok, que confunde o desejo do irmao de protege-lo por ambicao pelo poder.

Quando Jin-Tae, ja com a sua medalha, tenta negociar o envio de seu irmao com um comandante do sul, estoura um novo ataque comunista, e, na discussao, o comandante, irritado com a teimosia de Jin-Tae, manda queimar a construcao em que Jin-Seok se encontra junto com outros soldados do sul. No fim da batalha, Jin-Tae procura pelo irmao, mas encontra uma caneta de prata, presente que dera ao irmao logo antes da guerra estourar, ao lado de um corpo carbonizado. Enlouquecido, assassina o comandante que enviou a ordem e se junta as forcas comunistas.

No entanto, Jin-Seok nao esta morto, e interpreta a noticia de que seu irmao mais velho se uniu ao comunismo como a renuncia da propria familia e a promessa de retornar para casa com o irmao que havia feito a mae, e diz nao ter mais irmao. No entanto, recebe uma carta extraviada, que havia sido enviada pelo irmao a mae durante a guerra. Nela, Jin-Tae se mostra fiel aos seus principios e a promessa que havia feito a mae. Assim, Jin-Seok entende que seu irmao ate entao havia lutado por ele e achava que ele havia sido morto pelos proprios capitalistas.

Em meio a uma preparacao para um novo ataque, Jin-Seok, sozinho, foge para o campo inimigo para trazer o irmao de volta, mas antes de conseguir encontra-lo, o ataque comeca. Em meio a batalha, avista o irmao, lutando pelos comunistas, enquanto Jin-Seok veste o uniforme capitalista. Quando consegue chegar a Jin-Tae, este, muito abalado, nao consegue reconhecer o irmao mais novo nas roupas em que os dois estao camuflados, e os dois lutam entre si. So apos ser ferido gravemente, Jin-Tae finalmente da ouvidos a voz do irmao, que grita desesperado para que ele o reconheca, e o reconhece, emocionado por ele ainda estar vivo. Jin-Seok tenta carregar seu irmao, muito ferido, para longe da batalha, mas ha muitos soldados e armas sendo disparadas ao redor dos irmaos. Assim, Jin-Seok e obrigado a deixar seu irmao, agonizando, no campo de batalha, obrigando-o a prometer que vai sobreviver a batalha e vai encontra-lo na casa do tio ao fim da guerra. Jin-Tae, juntando todas as suas forcas, promete que sim, se levanta e luta atras de um canhao, mas logo que o irmao o deixa e atingido por muitas metralhadoras.

Em 2006, um grupo de escavadores de guerra organiza e registra os restos dos corpos encontrados nos campos de batalha da guerra civil. No lugar em que Jin-Seok deixou seu irmao, encontram os ossos de um soldado registrado como Lee Jin-Seok, na posicao fetal. Mas como tambem acham um Lee Jin-Seok nos registros dos sobreviventes, ligam para a casa de Jin-Seok. Quem atende e uma jovem de cerca de 20 anos, neta de Jin-Seok. Ao ouvir a voz dos escavadores, ela chama pelo avo, sabendo que ele tem esperado durante cinquenta anos um irmao mais velho desaparecido na guerra. Jin-Seok pede para sua neta dirigir para ele ate o campo de escavacao. A neta o faz, mas um pouco a contragosto, pois passou a vida vendo a busca do avo pelo irmao e as decepcoes que ele sofreu, mas assim que Jin-Seok chega no local, encontra os ossos do irmao, exatamente no mesmo lugar em que ele o deixou, e, profundamente arrependido, repreende os restos do irmao mais velho por haver quebrado a promessa que fez a familia, sem resposta. Assim, Jin-Seok desabafa a frase que muitos coreanos ja ouviram seus avos lamentando, entrecortada por prantos: “Eu nao devia ter te abandonado naquele dia…”   

NOTES

Foi muito dificil pra mim assistir ao filme. Comecei a chorar quando o titulo do filme apareceu. Como o filme e longo, nao consegui terminar de assisti-lo no primeiro dia porque a biblioteca fechou. No dia seguinte, assisti ao segundo dvd, e comecei a chorar em 5 minutos de filme. O dia estava maravilhoso e tinha uma cara do meu lado, na biblioteca, assistindo a American Graffitti, provavelmente rindo da minha cara e tentando adivinhar que filme que eu estava assistindo.

Escrever sobre Taegukgi, entao, nao vai dar muito certo, entao vou ser bem economica na critica ao filme como filme, e falar um pouco da importancia do filme como registro. Porque a guerra civil da Coreia, na verdade, (nao sei para os outros coreanos, mas nao duvido que nao) ainda e um assunto tabu e doloroso. Ao mesmo tempo, talvez esse tenha sido o tempo certo para fazer esse registro, como homenagem e reconhecimento aos sobreviventes que ainda estao vivos e ao silencio deles.

Sim, ha muitos sobreviventes, nossos avos. Para quem nao e coreano, nao tem um historico de alguem que passou por uma guerra (civil…) na familia (felizmente), pode ver tagukgi como uma historia e tanto. “Nossa, seus avos devem ter muita coisa pra contar”. Mas na verdade, ter historia nao e ter coisas pra contar, depende muito da historia. Todo coreano que cresceu e foi educado na Coreia tem conhecimento (informativo) da historia dos avos, mas nenhum avo (que eu conheco) contou a historia ou qualquer coisa que tenha acontecido nesse periodo para a familia e descedendentes. E provavelmente nem vai contar. E todos respeitam isso, e eu, pessoalmente, acho isso muito valido. Lembrancas de guerra nao sao esquecidas por quem as vivenciou. Mesmo que todos nos queiramos que sejam. Ao mesmo tempo…

 enfim…

Percebi que nao vai rolar fazer critica ao filme (que poderia ser melhor, mas nao esta ruim) quando comecei a ver os materias extras do dvd. O ator e o diretor comecaram a falar dos efeitos especiais, “eu isso”, “eu aquilo”, e isso me irritou. Nao consegui continuar a assistir. Obvio que para fazer um filme desse porte e preciso pensar nos detalhes tecnicos, senao ele nao sai, mas o assunto e tao tabu, que falar nesses assuntos tao pouco importantes parece uma falta de respeito…

Escrito por pmush10

Janeiro 25, 2008 em 8:56 am

라디오 스타/Radio Star (2006)

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라디오 스타/Radio Star (2006) 

PLOT:

최곤 (Choi Gon), uma estrela de rock que ganhou um premio nacional de musica em 88 (com um unico hit), em 2006, esta sem emprego, decadente e so consegue aparecer nos jornais por abuso de drogas e brigas em bares. E a Britney Spears. Sempre acompanhado de seu fiel escudeiro e produtor 박민수 (Park Ming Soo), sem trabalho, sem dinheiro, os dois acabam reativando uma radio regional numa cidade de poucos habitantes, atividade humilhante para Choi Gon, que, mimado e protegido por seu produtor ate entao, se considera importante demais para o servico.

Aos poucos, os dois, junto da jovem 강석영 (Kang Seok Yon), demitida de uma emissora maior por falar palavrao no ar, comecam a gostar do trabalho e ganham a simpatia da cidade. Em pouco tempo, a radio chama a atencao de produtores de Seoul. Ming Soo, o produtor, ja velho para continuar como produtor no mercado e com uma esposa quebrada e filha pequena em Seoul, resolve romper sua relacao de irmao mais velho com o seu protegee Choi Gon logo antes da equipe fechar o contrato com a Star Factory, uma grande agencia de Seoul.

Choi Gon, quando descobre por que o amigo o deixou, se nega a ser o locutor da radio minutos antes da emissao nacional. No fim, acaba cedendo, e ao lado de um garoto que pede para o pai voltar para casa no ar, em prantos, pede para o amigo retornar tambem. Ming Soo, ao lado da mulher, no onibus, agora vendendo 김밥 (guimbab) nas ruas de Seoul, escuta a emissao indiferente. Sua esposa diz para ele voltar para Choi Gon, a fazer o que gosta. O que sera que vai acontecer? 

* curiosidade: o nome do personagem principal, 최곤 (Choi Gon), tem uma pronuncia muito semelhante a palavra 최고 (Choi Go, ou “o melhor”, “the best”). Demais?

NOTES: 

Eu gosto do 안성기 (Ang Seong Gui), o ator da esquerda na foto. Um ator coreano com muita historia e filmes bons no curriculo. Ele e tipo o Jack Lemon coreano no filme “The Apartment”. Inocente, sempre alegre, de grandes gestos, simpatico. Da um up no filme.

Teve momentos que dei risada e me diverti. O filme nao e longo, nao e curto. Uma historia bem contada.

Mas o fato do tal do 최곤 na verdade nao ter existido pega. Tudo, tudo e inventado.

Ao mesmo tempo, nada e. Historia, narrativa, drama. Tudo lembra algo que ja se viu antes. (Lembra daqueles filmes hollywoodianos da epoca dos grandes estudios, que falavam dos podres dos sets, de como o starsystem estragava as pessoas?)

A falta de veracidade tambem e uma coisa que me pegou no “The Wonders”. Tudo bem, e cinema, e a historia so precisa ter credibilidade, mas pra mim, nos dois filmes, o fato da banda, ou o cantor (no caso de Radio Star), nao terem existido de fato e um ponto negativo. O tal hit de 88 nao e ruim. Ao contrario, a musica e muito boa e muito bem interpretada. Mas para mim, pessoalmente, para mexer com musica e historia da musica tem que ter muito cacete. 

E dificil entrar numa historia em que tudo, tudo e inventado. E uma musica que tenha sido um hit em um ano especifico (1988, no caso), em um lugar especifico, e que realmente toca toda hora no filme, tambem seja completamente inventada.

Pega.

Escrito por pmush10

Janeiro 18, 2008 em 5:10 pm

Publicado em 2006, comedy, drama, korean film

mais um blog…

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worldcup 2006Esse negocio de servidor ta me dando nos nervos…

Desde o reveillon nao consigo entrar no blogspot nem no myspace. Acho que o servidor da minha escola deve ter mudado e nao abre algumas paginas.

Ca estou eu, de novo, com novo blog (meu quarto, desde 2005…)…

1. http://www.flickr.com/photos/30801020@N00/

2. http://www.lecheminnaturel.blogspot.com/ 

3. http://www.2006-my-year-in-korea.blogspot.com/

Objetivo de koreanfilmnotes : fazer a licao de casa.

Explicacao: minhas ferias vao de janeiro ate o fim de fevereiro (2008).

Ja que resolvi nao trabalhar, quero ser produtiva e tenho um plano: assistir a maior quantidade possivel de filmes asiaticos - principalmente coreanos - que eu conseguir. De preferencia recentes, mas nao necessariamente.

Ai vai o plano: seg/qua/sex acordar com a biblioteca da escola e assistir, por semana, dois filmes coreanos e um asiatico, nao necessariamente coreano.  

Porque:

1. melhorar,  nao so o meu coreano, mas minha aceitacao da cultural sul-coreana que aparece nos filmes e tentar entender o filme dentro de seu proprio contexto. Desligar um pouco o meu senso critico etnocentrico (seja la em que etnia e cultura ele esteja baseado), meu ponto de vista, minha agucada necessidade de profundidade e abstracao em filmes, ja que eles sao filmes coreanos e “de mercado”, direcionados a uma audiencia grande, mas especifica: a sul coreana. Minha mentalidade ocidentalizada, assim como a de todo ocidental estudante de cinema que diz gostar de filme coreano, acostumada aos filmes que vemos em festivais (“a la Kim-Ki-Duk”), por razoes sociopsicologicas diversas tem dificuldade de engolir que o “filme coreano” que se ve na Coreia nao e cult, mas sim, um neoholywoodianismo. Uma adaptacao oriental de uma industria complexa que abrange muitos elementos ainda mais complexos…

2. Porque nao sei se vou ter oportunidade e tempo de assistir esses filmes no futuro.

3. Para aprender a fazer filme.

4. Para dar referencias mais especificas aos meus atores coreanos e a equipe quando eu dirigi-los esse ano. O segundo semestre de 2007 nao foi facil. Nada facil….

Vamos la! 화이팅! (Fightin’!), ou… numa traducao digna de sessao da tarde : “Luta!”, como dizem meus colegas 100% arianos.  

Escrito por pmush10

Janeiro 18, 2008 em 4:32 pm

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